Como funciona um transplante entre doadores vivos

Os transplantes realizados entre pessoas vivas são possíveis desde que sejam de órgãos duplos e que haja possibilidade do doador ter uma vida com saúde normal após o transplante. Um dos rins ou pulmões, parte do fígado, do pâncreas e da medula óssea são exemplos de órgãos que podem ser doados ainda em vida.

Pessoas em boas condições de saúde, capazes juridicamente e que concordam com a doação podem ser consideradas aptas a doar em vida. Por lei, pais, irmãos, filhos, avós, tios e primos podem ser doadores. A doação por pessoas que não são parentes pode acontecer somente com autorização judicial.

Os órgãos e tecidos que podem ser obtidos de um doador vivo são rim (doa-se um dos rins e tanto o doador quanto o transplantado podem levar uma vida perfeitamente normal), medula óssea, fígado ou pulmão.

O funcionário público João Batista Preto de Godoy, da cidade de Socorro, no interior de São Paulo, precisa de um transplante após um câncer no fígado.

“O câncer é só você. O transplante mexe porque eu tive que colocar uma pessoa junto comigo. Alguém vai ter que entrar numa sala de cirurgia, fazer um corte, tirar uma parte do corpo e doar para mim”, diz João.

“Doar é renascer. Quando dou aula, falo que não tem nada mais gratificante do que você colocar um fígado que está sem sangue, sem circulação e abrir as pinças e ver o renascimento do fígado, a recirculação do sangue. Isso é vida, um renascer para aquela pessoa”, conta Luiz Augusto Carneiro D’Albuquerque, diretor e professor da Divisão de Transplantes de Fígado e Órgãos do Aparelho Digestivo do Hospital das Clínicas de São Paulo.

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